Wal Ricardo
Sexo: Feminino
Local: São Paulo/SP/Brasil

Quem sou eu

"QUEM SOU EU ???" Sou uma pessoa Feliz, amo muito a vida e dela sou aprendiz. Tenho várias paixões, mas, como qualquer pessoa possuo imperfeições. Se os caminhos desta vida ainda não sei de cor, pelo menos busco a cada dia tornar-me alguém melhor!!!

Interesses

"Tudo que eu deixar nessa vida que não seja apagado pelo vento pelo tempo ou pelo fogo que sejam rastros deixados pela minha memória!"

 

Como a luz do Sol em todo o resplendor,
a mulher encanta e brilha à alma e o amor.
(MCapelluto)

 

"Obrigada pela visita e seja sempre bem-vindo.
Tenho certeza que trocando experiências poderemos, inclusive, aprender a fazer educação por meio da almejada e tão complexa interdisciplinaridade.Espero a contribuição de todos vocês.Abraços virtuais e muito sucesso a todos."

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"Filosofia Cristã e Cristianismo"

"...eu penso, logo existo..."

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"Mitologia Grega e Romana no Mundo dos Filósofos e Estudos Religiosos"
A "MITOLOGIA GREGA" compreende o conjunto de mitos, lendas e entidades divinas,"Deuses, Semideuses e Heróis". Muitos tinha o intuito de explicar fenômenos naturais, culturais ou religiosos como os rituais cuja explicação não era evidente. A "MITOLOGIA ROMANA" pode ser dividida em duas partes: a primeira, tardia e mais literária, consiste na quase total apropriação da grega; a segunda, antiga e ritualística, funcionava diferentemente da correlata grega.


 

As maçãs de ouro do jardim das Hespérides são símbolos de amor e de concórdia. Não importa que Héracles as subtraia: elas terminam voltando ao jardim dos deuses. São os verdadeiros frutos do amor, pois que Gaia, a terra, os ofereceu a Zeus e a Hera como representante de casamento.

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Fênix

Ave da mitologia grega que ilustra a capacidade de regeneração dos seres vivos. Fênix era como uma grande águia colorida. Alimentava-se com incenso e raízes perfumadas. Antes de morrer construía um ninho em forma de pira, com cinamomo, nardo e mirra. Deitava no ninho perfumado e deixava-se arder pelo sol. Das cinzas, surgia então uma nova e bela ave capaz de alçar vôos ainda mais altos.

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Os Filósofos Gregos

Os antigos filósofos gregos, cujo legado até hoje é incontestável nos âmbitos das ciências humanas e das exatas, foram os primeiros a tentarem explicações científicas para questões relacionadas à Astronomia. Infelizmente, porém, a filosofia grega jogou a civilização humana em algumas posições absurdas, como o Geocentrismo.
A maior parte das primeiras civilizações achava que Terra era o centro do Universo, mas essa teoria ficou ligada ao astrônomo grego Ptolomeu. Seu livro mais importante, o "Almagesto", ditava as regras para o cálculo do movimento de objetos celestes.
Para tentar explicar o movimento retrógrado de alguns planetas, Ptolomeu sugeriu que suas órbitas descreviam uma série complexa de epiciclos (órbitas complexas e de trajetória absurda).
Os principais filósofos gregos a se preocuparem com estas questões foram, pela ordem de nascimento:

Os filósofos gregos Platão e Sócrates (pintura de Rafael)

Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.)

Filósofo da Grécia antiga, destacou-se por procurar construir seus conceitos a partir de constatações das realidades do mundo observável, tendo deixado também contribuições propriamente científicas. Os antigos gregos, a partir de Aristóteles, acreditavam que todas as coisas eram compostas a partir de quatro elementos: a Terra, o Fogo, a Água e o Ar. E haveria um quinto elemento, do qual seriam compostas as estrelas.

Aristarco (310 a.C.-250 a.C.)

O astrônomo grego Aristarco foi o primeira a propor que a Terra gira em torno do Sol e em volta de si mesma. Seu modelo heliocêntrico do Universo tinha o Sol estacionário no centro, cercado por planetas que se moviam em órbitas circulares contra um fundo de estrelas fixas e distantes.
O único trabalho conhecido de Aristarco é "Sobre o Tamanho e as Distâncias do Sol e da Lua", um registro de suas tentativas de medir esses tamanhos e distâncias, evidentemente sem nenhuma precisão. Seus cálculos se baseavam na Geometria e nas sombras produzidas num eclipse. Aristarco percebeu que o Sol era muito maior do que a Terra, e a partir daí deduziu que o Sol estava no centro do Universo. A maioria dos gregos não aceitou as idéias de Aristarco, que foram ignoradas.
Por incrível que pareça, o "Almagesto" de Ptolomeu dominaria o estudo da astronomia dos próximos 1.500 anos, com sua visão geocetrista.

Eratóstenes de Cirenia (276 a.C.-195 a.C.)

A pessoa que destruiu definitivamente a idéia da terra plana, ainda em voga, foi o matemático grego Eratóstenes, que mediu com precisão o tamanho da Terra. Ele constatou que ao meio-dia do dia do solstício de verão o Sol ficava a prumo sobre um poço profundo situado em Siena, no Egito. Eratóstenes mediu o ângulo com o qual o Sol passava no mesmo dia sobre Alexandria e chegou ao resultado de 7,2 graus, cerca da qüinquagésima parte do arco do círculo. Como sabia que a distância entre Siena e Alexandria era de 790 km, Eratóstenes multiplicou 50 por 790 e chegou ao número de 39.770 km para a circunferência da Terra, bem próximo do real (cerca de 40.000 km).
Considerando-se a precisão dos instrumentos disponíveis há 2.200 anos, este resultado pode ser considerado surpreendente.

Hiparco (?-127 a.C.)

A grande descoberta do astrônomo grego Hiparco foi a trajetória do Sol no céu. Observando a estrela Spica, na constelação da Virgem, ele descobriu a precessão dos equinócios (um deslocamento aparente das estrelas ao longo de um período de 25.800 anos, causado pelo movimento da Terra sobre o seu eixo).>/p>
Hiparco calculou o ano solar em 365 dias e 6 horas, com uma impressionante diferença de apenas sete minutos em relação ao tempo real (365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos) e o período lunar em 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,5 segundos (na realidade, 29 dias, 12 horas e 18 minutos). Isso tornou possível prever os eclipses da Lua com margem inferior a uma hora.
Também calculou as distâncias entre a Terra e o Sol e a Terra e a Lua. Foi o autor do primeiro catálogo de estrelas (com um total de 850 itens), concluído em 129 a.C., que ainda era usado 1.800 anos mais tarde. Neste catálogo as estrelas são classificadas por um sistema que é a base da atual escala de magnitude aparente.

Ptolomeu (90–168 d.C.)

Claudius Ptolemaeus foi um filósofo e matemático grego que contaminou a astronomia durante um milênio e meio após a sua morte. O termo "universo ptolomaico" descreve sua visão do Universo, com a Terra no centro, amplamente aceita até o século XVII e imposta pela famigerada Inquisição da Igreja Católica.
Ptolomeu expandiu o trabalho de astrônomos da antigüidade como Hiparco com uma coleção de 13 livros, dos quais o mais importante é o "Almagesto".

Fonte:Enciclopédia do Espaço e do Universo - Copyright © 1996 Dorling Kindersley e Tradução Brasileira Copyright © 1997 Editora Globo S.A.



- Postado por: Wal Ricardo às 09h57
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MULHERES NA ANTIGUIDADE

Mulheres da antiguidade e 

Mulher na sociedade Grega

Grécia arcaica: Foramaram altamente veneradas pela sociedade em que viviam, pois, possuíam o domínio da fecundidade, tendo como conseqüência a possibilidade de escolher seus parceiros e como teriam seus filhos, além de viver em relativa igualdade de condições com os homens, pelo menos em comparação com a maior parte dos povos do Mar Mediterrâneo, Europa e Oriente Médio onde tinha mais liberdade.

"Com a tomada da Península Balcânica, as mulheres perderam seu espaço, com o surgimento da sociedade patriarcal, da qual os homens exerciam seu domínio".

Governo de Clístenes: Legalizou a exclusão das mulheres, escravos e estrangeiros da democracia ateniense.

- A religião da cidade foi a única atividade cívica aberta às mulheres e às filhas dos cidadãos atenienses.

Mulheres Atenienses: Davam total assistência aos maridos e aos filhos, podendo sair de casa apenas para visitar os pais, freqüentar casas de banho e participar de algumas festas religiosas.

Mulheres livres de Esparta: Possuíam maior liberdade que as atenienses: podiam opinar na política, fazer ginástica, ir às festas, ir ao mercado e participar do comércio.

Concubinato: Uma espécie de semi-casamento, alguns casos até uma semi-prostituição em troca de uma velhice tranqüila.

Aristocracia Patriarcal: Se agregava à filosofia (que ora criticava, ora sustentava), para reforçar a ideologia de que os homens eram superiores às mulheres, por isso, deveria submetê-las a sua suposta condição de inferioridade.

Protágoras de Abdera:  Filósofo "a favor das mulheres".

Para ele, todos os seres humanos eram dotados de capacidade para administrar ou governar uma cidade.

Séc. IV: - Mulheres atenienses: já podiam administrar a casa ou domínio da família.

– Mulheres espartanas: podiam controlar os negócios externos e suas casas, tais como algumas atividades comerciais.

Séc. VIII: as mulheres gregas tinham uma importância fundamental para as relações de poder dos reinos gregos, pois os laços matrimoniais consolidavam ou destruíam alianças políticas entre os mesmos.

Mulher na sociedade Romana

Períodos: 

Republicano: colaboravam com o marido na administração da casas, festas e vida pública.

 Imperial: as que não queriam ser mães tinham as mesmas características que as mulheres espartanas, como discutirem política, por exemplo, m as a maioria delas eram sempre submissas ao marido. Mas, além de algumas exceções, a mulher romana estava sempre sob o poder de um homem, fosse ele marido, tutor ou chefe do lar.

- Algumas mulheres romanas buscaram na diversão uma forma de igualdade aos homens, como freqüentar anfiteatros divertindo-se com as lutas dos gladiadores.

Já as mulheres dos imperadores travaram grandes lutas nos bastidores do poder, as quais defendiam o trono para seus filhos, irmãos e amantes. Pois, de acordo com o sistema de valores predominantes na sociedade romana, estas mulheres da alta sociedade deveriam contentar-se com as satisfações alheias, o êxito dos homens e do Estado, enquanto cuidavam da nova geração masculina. Entretanto as mulheres nobres estavam suficientemente liberadas de tabus sexuais para mostrarem publicamente sua liberdade de costumes, apesar de terem sido punidas como exílio ou com a morte por causa de seus atos e desejos.

No Período Imperial: as mulheres foram atraídas para um novo credo religioso, cuja idéia central diferenciava-se de outras religiões no que referia-se à purificação, à castidade e ao celibato: o cristianismo, que pregava que todas as pessoas eram iguais perante a Deus, fossem elas escrevas, homens e mulheres ou crianças. Isto foi entendido por muitas mulheres como uma forma de libertação através de sua elevação espiritual.

 



- Postado por: Wal Ricardo às 11h11
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Diógenes de Sínope

Diógenes, de John William Waterhouse,
mostrando sua lâmpada,
seu barril e as cebolas das quais ele se nutria.

Diógenes de Sínope, em grego antigo, "Διογένης ὁ Σινωπεύς" (c. 413 a.C., Sinop, hoje na Turquia – c. 323 a.C., Corinto), foi um filósofo grego e talvez o maior representante do Cinismo.

Essa escola filosófica foi fundada por Antístenes de Atenas, que fora discípulo de Sócrates e mestre de Diógenes.
Segundo Diógenes Laércio, a morte de Diógenes ocorreu no mesmo dia em que Alexandre, o Grande, morreu na Babilônia.

Outra lenda conta que Sócrates morreu no dia em que Diógenes nasceu.
Segundo a tradição, Diógenes vivia a perambular pelas ruas na mais completa miséria até que um dia foi aprisionado por piratas para, posteriormente, ser vendido como escravo.

Um homem com boa educação chamado Xeníades o comprou.

Logo ele pôde constatar a inteligência de seu novo escravo e lhe confiou tanto a gerência de seus bens quanto a educação de seus filhos.
Diógenes levou ao extremo os preceitos cínicos de seu mestre Antístenes.

Foi o exemplo vivo que perpetuou a indiferença cínica perante o mundo.

Desprezava a opinião pública e parece ter vivido em uma pipa ou barril.

Seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela (que simbolizavam o desapego e auto-suficiência perante o mundo), sendo ele conhecido como o filósofo que vivia como um cão.

A felicidade - entendida como autodomínio e liberdade espiritual - era a verdadeira realização de uma vida.

Sua filosofia combatia o prazer, o desejo e a luxúria pois isto impedia a auto-suficiência.

A virtude - como em Aristóteles deveria ser praticada e isto era mais importante que teorias sobre a virtude.

Diógenes é tido como o primeiro homem a afirmar,

"Sou uma criatura do mundo (cosmos), e não de um estado ou uma cidade (polis) particular",

manifestando assim um cosmopolitismo relativamente raro em seu tempo.
Diógenes parece ter escrito tragédias ilustrativas da condição humana e também uma República que teria influênciado Zenão de Cítio, fundador do estoicismo.

De fato, a influência cínica sobre o estoicismo é bastante saliente.

Provavelmente, Diógenes foi o mais folclórico dos filósofos.

São inúmeras as histórias que se contavam sobre ele já na Antigüidade.

É famosa, por exemplo, a história de que ele saía em plena luz do dia com uma lanterna acesa procurando por homens verdadeiros (ou seja, homens auto-suficientes e virtuosos).

Igualmente famosa é sua história com Alexandre, o Grande, que, ao encontrá-lo, ter-lhe-ia perguntado o que poderia fazer por ele. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre fazia-lhe sombra. Diógenes, então, olhando para o Sol, disse: "Não me tires o que não me podes dar!". Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes." Outra história famosa é a de que, tendo sido repreendido por estar se masturbando em público, simplesmente exclamou: "Oh! Mas que pena que não se possa viver apenas esfregando a barriga!"

O reecontro de Diógenes e de Alexandre

Sua obra
 
O reecontro de Diógenes e de Alexandre é em parte por causa de seu comportamento escandaloso, que os escritos de Diógenes caíram no quase total esquecimento.

Com efeito, a politeia (a República) escrita por Diógenes, remenda e se apóia mais tarde na politeia de Zenão (um estóico), ataca numerosos valores do mundo grego, preconizando, entre outros, a anropofagia, a liberdade sexual total, a indiferença à sepultura, a igualdade entre homens e mulheres, a negação do sagrado, a arrecadação em prol da cidade e de suas leis, a supressão das armas e da moeda. por outro lado, Diógenes considerava o amor como sendo absurdo :

não se deve apegar-se a outra pessoa.

Certos estóicos, portanto próximos da corrente cínica de Diógenes, parecem ter preferido dissimular e esquecer essa herança julgada embaraçosa.

(Conteúdo retirado da Wikipédia)

Wä£ ®¡¢ä®ðö

 


 



- Postado por: Wal Ricardo às 09h46
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LINDA IMAGEM

Lua cheia sobre o antigo templo de Octavia em Corinto,

no sul da Grécia, na noite de segunda-feira (24/12/2007),

em imagem divulgada nesta-terça (25/12/2007) por

www.uol.com.br

 

 



- Postado por: Wal Ricardo às 14h06
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O Natal dos Deuses Cristãos

(Cronos, devorando um de seus filhos "Goya")

As primeiras manifestações de religiosidade do Homem relacionavam-se com o culto das forças da natureza e, mais ainda do que de uma explicação divina para uma «vida depois da morte», elas nasceram do temor e da falta de compreensão para os fenómenos naturais, desde o vento à chuva ou aos relâmpagos, até à própria periodicidade dos ciclos solar ou lunar.

É por isso absolutamente normal que o Homem, animista nas suas origens religiosas, fosse também natural e quase geneticamente politeísta.
O desenvolvimento e a evolução do Homem vieram ao longo de milhares de anos trazer uma maior complexidade aos seus cultos religiosos, sempre com uma natureza politeísta.

No entanto, nalgumas civilizações da antiguidade ainda assistimos a tentativas mais ou menos sucedidas de unificação de divindades, embora normalmente protagonizadas por sacerdotes ou por governantes mais interessados na unificação e no poder temporal que daí poderia resultar.

O crescente desenvolvimento do cristianismo encontrou no Império Romano uma população de uma profunda religiosidade e, também por isso, uma riquíssima mitologia, com deuses para todos os gostos, feitios e ocasiões.

De tal modo, que em determinada altura o próprio Imperador Constantino (também influenciado pela sua própria mulher, Santa Helena, entretanto convertida) acabou por achar melhor adoptar o sábio princípio: «se não os podes vencer, junta-te a eles».

Sem nunca se ter convertido, Constantino acabou por tolerar o cristianismo e, juntamente com Licínio, o tetrarca Oriental (a quem escassos onze anos mais tarde mandou matar, assim tomando o controle de todo o Império Romano) assinou em 313 o Édito de Milão, que proclamava a independência do Império em relação a quaisquer credos religiosos, fazendo devolver aos cristãos as propriedades e os lugares de culto confiscados.

A partir de então, em todo o Império Romano o cristianismo convive pacificamente com a religião tradicional pagã (no sentido de religião politeísta ou não cristã, embora a designação se aplique também às religiões distintas da judaica, que também beneficiou desta tolerância e convivência pacífica inter-religiosa).

Mas muito havia para esclarecer, explicar e estabelecer nessa nova religião que era o cristianismo.
Até que no ano 325 Constantino convoca o Concílio de Niceia.
Com a presença de mais de 300 bispos (nomeados por líderes religiosos locais e pelo próprio Constantino), o primeiro concílio ecuménico ? que marca o início da Igreja Católica ? visava antes de mais condenar o «Arianismo», uma heresia que nega a divindade de Jesus Cristo.

O «mistério» da Santíssima Trindade encontra nesta concílio as bases da sua fundamentação, com a aprovação pela maioria dos bispos presentes (e não pela sua unanimidade, tendo ficado célebres as perseguições de Constantino aos bispos discordantes) da ideia de que Jesus é da mesma ?substância? e da mesma ?essência?, isto é, a mesma entidade existente do Pai.
Ou seja, haveria somente um Deus e não dois: a distinção entre o Pai e o Filho está dentro da «unidade divina».

O Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é.
O próprio «Credo» de Constantino, saído do Concílio de Niceia, reconhece a divindade de Jesus Cristo, dizendo que o Filho e o Pai são ?de uma única substância? e que o Filho é «gerado», (único gerado, ou unigénito), mas não no sentido de «feito».

Desesperado para encontrar uma nova religião de massas através da qual pudesse controlar o povo, é no concílio de Niceia que Constantino molda o cristianismo a seu bel-prazer e ora faz inscrever ora faz abolir da Bíblia os textos e os evangelhos que acha mais apropriados, re-escrevendo-os e adaptando-os às suas políticas e aos seus interesses e depurando-os de contradições entre si.

Foi no Concílio de Niceia que foi decidido quais os evangelhos que tinham sido inspirados pelo Espírito Santo e que, por isso, eram os únicos dignos de figurar na Bíblia, os «evangelhos canónicos», por oposição aos evangelhos indignos dessa honra, conhecidos por «evangelhos apócrifos» ou «gnósticos».

Várias são as versões que contam como se deu a separação entre os evangelhos canónicos e apócrifos:
Há quem diga que, durante o Concílio, estando os bispos em oração, os evangelhos inspirados foram depositar-se no altar por si só.
Uma outra versão relata que todos os evangelhos foram colocados por sobre o altar, e os apócrifos caíram ao chão...
Outra ainda afirma que o Espírito Santo entrou no recinto do Concílio em forma de pomba e foi pousando no ombro direito de cada bispo, segredando aos seus ouvidos os evangelhos inspirados.

Depois, e na melhor tradição do costume babilónico da deificação do rei ou do imperador, foi com uma habilidade notável que Constantino aproveitou as festas, os costumes e os princípios pagãos e judaicos, já conhecidos e tradicionais no Império, para os adaptar e criar a doutrina desta nova religião, em progressivo crescimento e implantação popular.
Exemplo paradigmático disso é a festa pagã do Solstício de Inverno, adaptada ao Natal e às comemorações do nascimento de Jesus Cristo.

Esta nova Igreja, a Igreja Católica fundada no Concílio de Niceia («Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica...») está, pois, bem longe de ser a «Igreja Primitiva dos Apóstolos» e, obviamente, não foi fundada por Pedro.
Poderá até dizer-se que o seu primeiro Papa foi Constantino.

Quando morreu, em 337, Constantino foi baptizado e enterrado como um verdadeiro décimo terceiro Apóstolo, e na iconografia eclesiástica, veio a ser representado recebendo a coroa das mão de Deus.

Mais tarde, já com Teodósio, o cristianismo haveria de tornar-se a religião oficial do Império, institucionalizando-se profundamente na sociedade romana e constituindo um polo de união comum a todos os territórios conquistados, surgindo o profissionalismo religioso e toda uma estrutura teológica e uma casta sacerdotal dominante, que se impunha aos fiéis proclamando de forma rígida e autoritária que «fora da Igreja não há salvação».

Quase dezassete séculos depois do Concílio de Niceia comemora-se uma vez mais o Solstício de Inverno, transformado habilmente por Constantino nas comemorações do nascimento do Deus dos cristãos.

O Concílio de Niceia foi de tal modo primordial para o cristianismo ? e para a religião católica em particular ? que ainda hoje os seus fundamentos e princípios doutrinais e filosóficos são precisamente os mesmos que foram inventados por Constantino.

Até é precisamente o mesmo o raciocínio e o hábil jogo de palavras que faz passar o cristianismo por... uma religião monoteísta.

De facto, é através de um mero jogo de palavras a que chama um «Mistério», isto é, um dogma que não tem explicação possível, que esta religião persiste em fazer-se passar como «uma das três grandes religiões monoteístas do mundo».

Mas que de monoteísta nada tem!

Só deuses tem três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Podem os mais fiéis defensores do «Mistério da Santíssima Trindade» dizer que estes três deuses são, afinal, um só.
Mas o que é facto é que eu conto três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Quanto ao Deus «Espírito Santo», que à boa maneira cristã é de formulação masculina, sempre se diga ainda que, com a sua atitude típica e persistentemente misógina, os católicos perderam a oportunidade de tornar a sua origem e a sua explicação bem mais interessante.
Poderiam, por exemplo, ter dado mais atenção ao apóstolo Filipe que nos transmitiu no seu evangelho gnóstico, excluído por Constantino da honra de figurar na Bíblia entre os evangelhos canónicos:

Alguns dizem que Maria concebeu do Espírito Santo.
Erram, não sabem o que dizem.
Quando é que uma mulher concebeu de uma mulher?

A explicação para este aparente contra-senso é bem simples:
É que em grego, língua original em que foram escritos os evangelhos e até em copta, o idioma para que foram em primeiro lugar traduzidos antes de transpostos para os idiomas actuais, «Espírito Santo»... é do género feminino!
E assim, com uma simples mudança do género de uma palavra numa tradução, a Igreja Católica perdeu a oportunidade de respeitar a «Santíssima Trindade» na formulação original de «Sagrada Família», isto é, de Pai, Mãe e Filho.

Depois, a estes três deuses acresce a mãe do Deus Filho.
De tal modo deificada que, tal como Jesus Cristo, e apesar falta de sustentação bíblica para tal, foi feita subir ao Céu em corpo e alma após a sua morte terrena.
E já vão quatro!

De tal forma que, assumindo várias personalidades consoante as regiões geográficas, e multiplicando-se como que para afirmar o politeísmo cristão, a Nossa Senhora de Fátima, ou de Lourdes, ou a Virgem Negra polaca, ou a Virgem de Guadalupe sul-americana, concorrem mesmo com os três principais deuses na devoção dos cristãos.
Diz-se mesmo que o Papa João Paulo II, conhecido como «devoto mariano», mais que aos seus próprios patrões rezava à mãe do Deus Filho.

Depois, aparecem os santos. Que se contam aos milhares!
E que são tão deuses como os outros deuses, pois com eles concorrem na adoração dos fiéis cristãos e como eles são omnipotentes e omnipresentes.

E não é essa a definição de «Deus»?

De tal modo, que em todos os cristãos existe um «santo de devoção», frequentemente corporizado numa imagem ou num ícone, a quem se pede um favor, uma graça, ou «uma cunha» para um emprego, para a cura de uma doença ou para um prémio no Euromilhões.

Foi também com um hábil jogo de palavras que o Segundo Concílio de Niceia (o sétimo Concílio Ecuménico), realizado no ano de 787, distinguiu o que é «adoração» do que é «veneração».
E estipulou que pedinchar uma coisa a um Deus, se chama «adorar»; e que pedinchar a mesma coisa a um santo se chama «venerar».
Embora os resultados previsíveis da pedinchice sejam basicamente os mesmos.

Não admira, pois, que os cristãos, com um folclore, uma mitologia e uma iconoclastia tão rica, sejam tão preocupados e cuidadosos a celebrar o Natal.

Wä£ ®¡¢ä®ðö

"MITOLOGIA GREGA E ROMANA NO MUNDO DOS FILÓSOFOS"

ESTÁ PARTICIPANDO DO GIRABLOGS IV  COM O TEMA

" NATAL " 

PORTANTO INDICA COM MUITO CARINHO O BLOG ABAIXO

 

(click na imagem acima para entrar no blog Noites Sem Fim II) 



- Postado por: Wal Ricardo às 14h35
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Sócrates, o Filósofo

A Vida

Quem valorizou a descoberta do homem feita pelos sofistas, orientando-a para os valores universais, segundo a via real do pensamento grego, foi Sócrates.

Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira.
Aprendeu a arte paterna, mas dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem recompensa alguma, não obstante sua pobreza.
Desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão.
Combateu a Potidéia, onde salvou a vida de Alcebíades e em Delium, onde carregou aos ombros a Xenofonte, gravemente ferido.
Formou a sua instrução sobretudo através da reflexão pessoal, na moldura da alta cultura ateniense da época, em contato com o que de mais ilustre houve na cidade de Péricles.

Inteiramente absorvido pela sua vocação, não se deixou distrair pelas preocupações domésticas nem pelos interesses políticos.

Quanto à família

Podemos dizer que Sócrates não teve, por certo, uma mulher ideal na quérula Xantipa; mas também ela não teve um marido ideal no filósofo, ocupado com outros cuidados que não os domésticos.

Quanto à política

Foi ele valoroso soldado e rígido magistrado.
Mas, em geral, conservou-se afastado da vida pública e da política contemporânea, que contrastavam com o seu temperamento crítico e com o seu reto juízo.
Julgava que devia servir a pátria conforme suas atitudes, vivendo justamente e formando cidadãos sábios, honestos, temperados diversamente dos sofistas, que agiam para o próprio proveito e formavam grandes egoístas, capazes unicamente de se acometerem uns contra os outros e escravizar o próximo.

Entretanto, a liberdade de seus discursos, a feição austera de seu caráter, a sua atitude crítica, irônica e a conseqüente educação por ele ministrada, criaram descontentamento geral, hostilidade popular, inimizades pessoais, apesar de sua probidade.
Diante da tirania popular, bem como de certos elementos racionários, aparecia Sócrates como chefe de uma aristocracia intelectual.
Esse estado de ânimo hostil a Sócrates concretizou-se, tomou forma jurídica, na acusação movida contra ele por Mileto, Anito e Licon: de corromper a mocidade e negar os deuses da pátria introduzindo outros.
Sócrates desdenhou defender-se diante dos juizes e da justiça humana, humilhando-se e desculpando-se mais ou menos.
Tinha ele diante dos olhos da alma não uma solução empírica para a vida terrena, e sim o juízo eterno da razão, para a imortalidade.
E preferiu a morte.
Declarado culpado por uma pequena minoria, assentou-se com indômita fortaleza de ânimo diante do tribunal, que o condenou à pena capital com o voto da maioria.

Tendo que esperar mais de um mês a morte no cárcere, pois uma lei vedava as execuções capitais durante a viagem votiva de um navio a Delos o discípulo Criton preparou e propôs a fuga ao Mestre.
Sócrates, porém, recusou, declarando não querer absolutamente desobedecer às leis da pátria.
E passou o tempo preparando-se para o passo extremo em palestras espirituais com os amigos.
Especialmente famoso é o diálogo sobre a imortalidade da alma que se teria realizado pouco antes da morte e foi descrito por Platão no Fédon com arte incomparável.
Suas últimas palavras dirigidas aos discípulos, depois de ter sorvido tranqüilamente a cicuta, foram: "Devemos um galo a Esculápio".
É que o deus da medicina tinha-o livrado do mal da vida com o dom da morte. Morreu Sócrates em 399 a.C. com 71 anos de idade.

Método de Sócrates

É a parte polêmica.
Insistindo no perpétuo fluxo das coisas e na variabilidade extrema das impressões sensitivas determinadas pelos indivíduos que de contínuo se transformam, concluíram os sofistas pela impossibilidade absoluta e objetiva do saber.
Sócrates restabelece-lhe a possibilidade, determinando o verdadeiro objeto da ciência.
O objeto da ciência não é o sensível, o particular, o indivíduo que passa; é o inteligível, oconceitoque se exprime pela definição.
Este conceito ou idéia geral obtém-se por um processo dialético por ele chamado indução e que consiste em comparar vários indivíduos da mesma espécie, eliminar-lhes as diferenças individuais, as qualidades mutáveis e reter-lhes o elemento comum, estável, permanente, a natureza, a essência da coisa.
Por onde se vê que a indução socrática não tem o caráter demonstrativo do moderno processo lógico, que vai do fenômeno à lei, mas é um meio de generalização, que remonta do indivíduo à noção universal.
Praticamente, na exposição polêmica e didática destas idéias, Sócrates adotava sempre o diálogo, que revestia uma dúplice forma, conforme se tratava de um adversário a confutar ou de um discípulo a instruir.
No primeiro caso, assumia humildemente a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversário presunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante de sua ignorância.
É a ironiasocrática. No segundo caso, tratando-se de um discípulo (e era muitas vezes o próprio adversário vencido), multiplicava ainda as perguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto em questão.
A este processo pedagógico, em memória da profissão materna, denominava ele maiêutica ou engenhosa obstetrícia do espírito, que facilitava a parturição das idéias.

Filosofia de Sócrates

"Conhece-te a ti mesmo."

O lema em que Sócrates cifra toda a sua vida de sábio.
O perfeito conhecimento do homem é o objetivo de todas as suas especulações e a moral, o centro para o qual convergem todas as partes da filosofia.
A psicologia serve-lhe de preâmbulo, a teodicéia de estímulo à virtude e de natural complemento da ética.

Em psicologia, Sócrates professa a espiritualidade e imortalidade da alma, distingue as duas ordens de conhecimento, sensitivo e intelectual, mas não define o livre arbítrio, identificando a vontade com a inteligência.

Em teodicéia, estabelece a existência de Deus:
a) com o argumento teológico, formulando claramente o princípio: tudo o que é adaptado a um fim é efeito de uma inteligência;
b) com o argumento, apenas esboçado, da causa eficiente: se o homem é inteligente, também inteligente deve ser a causa que o produziu;
c) com o argumento moral: a lei natural supõe um ser superior ao homem, um legislador, que a promulgou e sancionou.

Deus não só existe, mas é também Providência, governa o mundo com sabedoria e o homem pode propiciá-lo com sacrifícios e orações.

Apesar destas doutrinas elevadas, Sócrates aceita em muitos pontos os preconceitos da mitologia corrente que ele aspira reformar.

A Moral

É a parte culminante da sua filosofia.
Sócrates ensina a bem pensar para bem viver.
O meio único de alcançar a felicidade ou semelhança com Deus, fim supremo do homem, é a prática da virtude.
A virtude adquiri-se com a sabedoria ou, antes, com ela se identifica.
Esta doutrina, uma das mais características da moral socrática, é conseqüência natural do erro psicológico de não distinguir a vontade da inteligência.

Conclusão: grandeza moral e penetração especulativa, virtude e ciência, ignorância e vício são sinônimos.
"Se músico é o que sabe música, pedreiro o que sabe edificar, justo será o que sabe a justiça".

Sócrates reconhece também, acima das leis mutáveis e escritas, a existência de uma lei natural independente do arbítrio humano, universal, fonte primordial de todo direito positivo, expressão da vontade divina promulgada pela voz interna da consciência.

Sublime nos lineamentos gerais de sua ética, Sócrates, em prática, sugere quase sempre a utilidade como motivo e estímulo da virtude.
Esta feição utilitarista empana-lhe a beleza moral do sistema.

Como Sócrates é o fundador da ciência em geral, mediante a doutrina do conceito, assim é o fundador, em particular da ciência moral, mediante a doutrina de que eticidade significa racionalidade, ação racional.
Virtude é inteligência, razão, ciência, não sentimento, rotina, costume, tradição, lei positiva, opinião comum.
Tudo isto tem que ser criticado, superado, subindo até à razão, não descendo até à animalidade como ensinavam os sofistas.
É sabido que Sócrates levava a importância da razão para a ação moral até àquele intelectualismo que, identificando conhecimento e virtude bem como ignorância e vício tornava impossível o livre arbítrio.

Entretanto, como a gnosiologia socrática carece de uma especificação lógica, precisa afora a teoria geral de que a ciência está nos conceitos assim a ética socrática carece de um conteúdo racional, pela ausência de uma metafísica.
Se o fim do homem for o bem realizando-se o bem mediante a virtude, e a virtude mediante o conhecimento Sócrates não sabe, nem pode precisar este bem, esta felicidade, precisamente porque lhe falta uma metafísica.
Traçou, todavia, o itinerário, que será percorrido por Platão e acabado, enfim, por Aristóteles.
Estes dois filósofos, partindo dos pressupostos socráticos, desenvolverão uma gnosiologia acabada, uma grande metafísica e, logo, uma moral.

Conclusão do trabalho
falando sobre a Gnosiologia de Sócrates

O interesse filosófico de Sócrates volta-se para o mundo humano, espiritual, com finalidades práticas, morais.
Como os sofistas, ele é cético a respeito da cosmologia e, em geral, a respeito da metafísica; trata-se, porém, de um ceticismo de fato, não de direito, dada a sua revalidação da ciência.
A única ciência possível e útil é a ciência da prática, mas dirigida para os valores universais, não particulares.
Vale dizer que o agir humano - bem como o conhecer humano se baseia em normas objetivas e transcendentes à experiência.
O fim da filosofia é a moral; no entanto, para realizar o próprio fim, é mister conhecê-lo; para construir uma ética é necessário uma teoria; no dizer de Sócrates, a gnosiologia deve preceder logicamente a moral.
Mas, se o fim da filosofia é prático, o prático depende, por sua vez, totalmente, do teorético, no sentido de que o homem tanto opera quanto conhece: virtuoso é o sábio, malvado, o ignorante.
O moralismo socrático é equilibrado pelo mais radical intelectualismo, racionalismo, que está contra todo voluntarismo, sentimentalismo, pragmatismo, ativismo.
A filosofia socrática, portanto, limita-se à gnosiologia e à ética, sem metafísica.
A gnosiologia de Sócrates, que se concretizava no seu ensinamento dialógico, donde é preciso extraí-la, pode-se esquematicamente resumir nestes pontos fundamentais: ironia, maiêutica, introspecção, ignorância, indução, definição.
Antes de tudo, cumpre desembaraçar o espírito dos conhecimentos errados, dos preconceitos, opiniões; este é o momento da ironia, isto é, da crítica.
Sócrates, de par com os sofistas, ainda que com finalidade diversa, reivindica a independência da autoridade e da tradição, a favor da reflexão livre e da convicção racional.
A seguir será possível realizar o conhecimento verdadeiro, a ciência, mediante a razão.
Isto quer dizer que a instrução não deve consistir na imposição extrínseca de uma doutrina ao discente, mas o mestre deve tirá-la da mente do discípulo, pela razão imanente e constitutiva do espírito humano, a qual é um valor universal.
É a famosa maiêutica de Sócrates, que declara auxiliar os partos do espírito, como sua mãe auxiliava os partos do corpo.

Esta interioridade do saber, esta intimidade da ciência que não é absolutamente subjetivista, mas é a certeza objetiva da própria razão patenteiam-se no famoso dito socrático

"conhece-te a ti mesmo"

que, no pensamento de Sócrates, significa precisamente consciência racional de si mesmo, para organizar racionalmente a própria vida.
Entretanto, consciência de si mesmo quer dizer, antes de tudo, consciência da própria ignorância inicial e, portanto, necessidade de superá-la pela aquisição da ciência.
Esta ignorância não é, por conseguinte, ceticismo sistemático, mas apenas metódico, um poderoso impulso para o saber, embora o pensamento socrático fique, de fato, no agnosticismo filosófico por falta de uma metafísica, pois, Sócrates achou apenas a forma conceptual da ciência, não o seu conteúdo.

O procedimento lógico para realizar o conhecimento verdadeiro, científico, conceptual é, antes de tudo, a indução:
isto é, remontar do particular ao universal, da opinião à ciência, da experiência ao conceito.

Este conceito é, depois, determinado precisamente mediante a definição, representando o ideal e a conclusão do processo gnosiológico socrático, e nos dá a essência da realidade.


Algumas frases e pensamentos

atribuídos ao filósofo Sócrates

A vida que não passamos em revista não vale a pena viver.
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.
É melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal.
Alcançar o sucesso pelos próprios méritos. Vitoriosos os que assim procedem.
A ociosidade é que envelhece, não o trabalho.
O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância.
Chamo de preguiçoso o homem que podia estar melhor empregado.
Há sabedoria em não crer saber aquilo que tu não sabes.
Não penses mal dos que procedem mal; pense somente que estão equivocados.
O amor é filho de dois deuses, a carência e a astúcia.
A verdade não está com os homens, mas entre os homens.
Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.
Quem melhor conhece a verdade é mais capaz de mentir.
Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos.
Todo o meu saber consiste em saber que nada sei.
Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo de Deus.

(Material de diversas pesquisas realizadas na internet)

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- Postado por: Wal Ricardo às 17h20
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PLATÃO DE ATENAS E SUAS EMOÇÕES

 

(Detalhe de Platão, na Escola de Atenas, obra do renascentista Rafael)

Platão de Atenas (428/27 a.C. — 347 a.C.)foi um filósofo grego.
Discípulo de Sócrates,
fundador da Academia e mestre de Aristóteles.
Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Aristócles;
Platão era um apelido que, provavelmente,
fazia referência à sua caracteristica física,
tal como o porte atlético ou os ombros largos,
ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas.
Πλάτος (plátos), em grego significa amplitude, dimensão, largura.
Sua filosofia é de grande importância e influência.
Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política,
metafísica e teoria do conhecimento.

Vida

Platão (em grego Πλάτων) nasceu um ano após a morte do estadista ateniense Péricles. Seu pai, Aristão , tinha como ancestral o rei Codros e sua mãe, Perictione, tinha Sólon entre seus antepassados. Inicialmente, Platão entusiasmou-se com a filosofia de Crátilo, um seguidor de Heráclito. No entanto, por volta dos 20 anos, encontrou o filósofo Sócrates e tornou-se seu discípulo até a morte deste. Pouco depois de 399 a.C., Platão esteve em Mégara com alguns outros discípulos de Sócrates, hospedando-se na casa de Euclides. Em 388 a.C., quando já contava quarenta anos, Platão viajou para a Magna Grécia com o intuito de conhecer mais de perto comunidades pitagóricas. Nesta ocasião, veio a conhecer Arquitas de Tarento. Ainda durante essa viagem, Dionísio I convidou Platão para ir a Siracusa, na Sicília. Platão parte para Siracusa com a esperança de lá implantar seus ideais políticos. No entanto, acabou por se desentender com o tirano local e retorna para Atenas.

Em seu retorno, funda a Academia. A instituição logo adquire prestígio e a ela acorriam inúmeros jovens em busca de instrução e até mesmo homens ilustres a fim de debater idéias. Em 367 a.C., Dionísio I morre, e Platão retorna a Siracusa a fim de mais uma vez tentar implementar suas ideias políticas na corte de Dionísio II. No entanto, o desejo do filósofo foi novamente frustrado. Em 361 a.C. volta pela última vez a Siracusa com o mesmo objetivo e pela terceira vez fracassa. De volta a Atenas em 360 a.C., Platão permaneceu na direcção da Academia até sua morte, em 347 a.C.

(Herma de Platão, Museus Capitolinos)

Pensamento Platônico


Em linhas gerais, Platão desenvolveu a noção de que o homem está em contato permanente com dois tipos de realidade: a inteligível e a sensível. A primeira, é a realidade, mais concreta, permanente, imutável, igual a si mesma. A segunda são todas as coisas que nos afetam os sentidos, são realidades dependentes, mutáveis e são imagens das realidades inteligíveis.

Tal concepção de Platão também é conhecida por Teoria das Idéias ou Teoria das Formas. Foi desenvolvida como hipótese no diálogo Fédon e constitui uma maneira de garantir a possibilidade do conhecimento e fornecer uma inteligibilidade relativa aos fenômenos.

Para Platão, o mundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida reprodução do mundo das Idéias. Cada objeto concreto que existe participa, junto com todos os outros objetos de sua categoria, de uma Idéia perfeita. Uma determinada caneta, por exemplo, terá determinados atributos (cor, formato, tamanho, etc). Outra caneta terá outros atributos, sendo ela também uma caneta, tanto quanto a outra. Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é, para Platão, a Idéia de Caneta, perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser caneta.

A ontologia de Platão diz, então, que algo é na medida em que participa da Idéia desse objeto. No caso da caneta é irrelevante, mas o foco de Platão são coisas como o ser humano, o bem ou a justiça, por exemplo.

O problema que Platão propõe-se a resolver é a tensão entre Heráclito e Parmênides: para o primeiro, o ser é a mudança, tudo está em constante movimento e é uma ilusão a estaticidade, ou a permanência de qualquer coisa; para o segundo, o movimento é que é uma ilusão, pois algo que é não pode deixar de ser e algo que não é não pode ser, assim, não há mudança.

Ou seja (por exemplo), o que faz com que determinada árvore seja ela mesma desde o estágio de semente até morrer, e o que faz com que ela seja tão árvore quanto outra de outra espécie, com características tão diferentes? Há aqui uma mudança, tanto da árvore em relação a si mesma (com o passar do tempo ela cresce) quanto da árvore em relação a outra. Para Heráclito, a árvore está sempre mudando e nunca é a mesma, e para Parmênides, ela nunca muda, é sempre a mesma e é uma ilusão sua mudança.

Platão resolve esse problema com sua Teoria das Idéias. O que há de permanente em um objeto é a Idéia, mais precisamente, a participação desse objeto na sua Idéia correspondente. E a mudança ocorre porque esse objeto não é uma Idéia, mas uma incompleta representação da Idéia desse objeto. No exemplo da árvore, o que faz com que ela seja ela mesma e seja uma árvore (e não outra coisa), a despeito de sua diferença daquilo que era quando mais jovem e de outras árvores de outras espécies (e mesmo das árvores da mesma espécie) é sua participação na Idéia de Árvore; e sua mudança deve-se ao fato de ser uma pálida representação da Idéia de Árvore.

Platão também elaborou uma teoria gnosiológica, ou seja, uma teoria que explica como se pode conhecer as coisas, ou ainda, uma teoria do conhecimento. Segundo ele, ao vermos um objeto repetidas vezes, uma pessoa lembra-se, aos poucos, da Idéia daquele objeto, que viu no mundo das Idéias. Para explicar como se dá isso, Platão recorre a um mito (ou uma metáfora) que diz que, antes de nascer, a alma de cada pessoa vivia em uma Estrela, onde localizam-se as Idéias. Quando uma pessoa nasce, sua alma é "jogada" para a Terra, e o impacto que ocorre faz com que esqueça o que viu na Estrela. Mas ao ver um objeto aparecer de diferentes formas (como as diferentes árvores que se pode ver), a alma recorda-se da Idéia daquele objeto que foi vista na Estrela. Tal recordação, em Platão, chama-se anamnesis.

O Homem

O homem para Platão era dividido em corpo e alma. O corpo era a matéria e a alma era o imaterial e o divino que o homem possuía. Ao passo que o corpo sempre está em constante mudança de aparência, forma... A alma não muda nunca, a partir do momento em que nascemos temos a alma perfeita, porém não sabemos. As verdades essenciais estão escritas na alma eternamente, porém ao nascermos esquecemos, pois a alma é aprisionada no corpo.

A alma é divida em 3 partes:

1=> raciona: região da cabeça; esta tem que controlar as outras duas partes.

2=> torax: irascível; parte dos sentimentos.

3=> abdômen: concupiscível; desejo, mesmo carnal (sexual), ligado ao libido.

Platão acreditava que a alma depois da morte reencarnava em outro corpo, mas a alma que se ocupava com a filosofia e com o Bem, esta era privilegiada com a morte do corpo. A ela era concedida o privilégio de passar o resto de seus tempos em companhia dos deuses.

O conhecimento da alma é que dá sentido à vida. Tudo foi criado pelo Demiurgo (seu criador), um divino artesão que criou o mundo real e sua aparência.

A ação do homem se restringe ao mundo material; no mundo das idéias o homem não pode transformar nada. Porque se é perfeito não pode ser mais perfeito.

Material retirado: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o

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MITOLOGIA GREGA E ROMANA NO MUNDO DOS FILÓSOFOS

ESTÁ PARTICIPANDO DO GIRABLOS

COM O TEMA

"EMOÇÕES"

PORÉM INDICA COM MUITO CARINHO O BLOG ABAIXO

 

(click na imagem acima para entrar no blog Noites Sem Fim II)



- Postado por: Wal Ricardo às 05h18
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 *O Monte Olimpo na Grécia*

O Monte Olimpo
(grego: Όλυμπος; também transliterado como monte Ólimpos, e em mapas modernos, Óros Ólimbos)
é a mais alta montanha da Grécia, com 2.919 metros ou 9.576 pés.

 Conclui-se firmemente que o Monte Olimpo é uma das mais altas montanhas da Europa,
em altitude absoluta da base até o topo. Está situado a 40 ° 05'N, 22 ° 21, da Grécia.

O mesmo monte está localizado a cerca de 100 km de distância de Salônica,
segunda maior cidade da Grécia.
Localiza-se próximo ao Mar Egeu.

Ao caminho para a Cume Mitikas,
tira-se outra conclusão sobre o Monte Olimpo.
O Monte Olimpo torna-se reconhecido pela sua flora, a qual é muito rica,
sobretudo devido à presença de espécies endêmicas.
O Cume Mitikas é o pico mais alto do Monte Olimpo,
com 2.919 metros, o equivalente a 9576 pés.
Mitikas, em grego, que dizer "nariz"
(porém, por raízes históricas, acaba recebendo o nome em grego mesmo,
pois "nariz" corresponderia a Mitikas).

Qualquer um que queira escalar o Monte Olimpo
começa a partir da cidade de Litochoro,
que acabou também por receber o nome Cidade dos Deuses,
devido à sua localização próxima à base do Monte Olimpo.
Mas é importante saber que Olimpo é um nome popular ao longo de todo o mundo.
Além do Monte Olimpo, na Grécia, ainda há um com o mesmo nome no Chipre,
um na antiga região da já extinta região de Frígia,
outros 2 nos estados norte-americanos os quais são Utah e Washington, e muitos outros.

*O Monte Olimpo na Mitologia Grega*

Na mitologia grega, o Monte Olimpo é a morada dos Doze Deuses do Olimpo, os principais deuses do panteão grego. Os gregos pensavam nisto como uma mansão de cristais onde os mesmos deuses como Zeus habitava.
Sabe-se também, na mitologia grega, que, quando Gaia deu origem aos Titãs, eles fizeram das montanhas gregas, inclusive as do Monte Olimpo, seus tronos, pois eram tão grandes que mal cabiam na crosta terrestre. a etimologia de Olimpo é desconhecida, mas possui grandes traços de semelhança com a cultura pré-indo-européia.
Há trabalhos recentes que divulgam uma Luvi origem.

*Deuses e Deusas da Mitologia Grega*

Seculos antes do nascimento de Cristo e do advento do cristianismo, os gregos adoravam um certo numero de deuses e deusas que, segundo eles acreditavam, viviam no Monte Olimpo, no sul da Macedonia, na Grecia, como já vimos em posts anteriores. 

As antigas historias desses deuses inspiraram poetas, pintores e escultores durante varios séculos.

Algumas das pinturas e esculturas mais conhecidas e preciosas do mundo representam os deuses do Olimpo e suas aventuras.

Os gregos antigos acreditavam que a terra era de forma achatada e circular, seu ponto central o Monte Olimpo ou Delfos, cidade celebre por causa de seu oráculo.

A terra era dividida em duas partes iguais pelo Mar, como era chamado entao o Mediterrâneo.

Ao redor da terra corria o Rio Oceano, cujo curso regular alimentava o Mar e os rios.

Naqueles tempos remotos, os gregos pouco sabiam sobre a existencia de outros povos alem deles mesmos, a nao ser dos povos vizinhos as suas terras.

Imaginavam que ao norte vivia uma raca de povo feliz, os Hiperborios, que viviam numa eterna felicidade.

Seu territorio nao podia ser alcancado nem por terra nem por mar.

Eles nunca envelheciam nem adoeciam, nao trabalhavam, nem guerriavam.

Ao sul vivia um outro povo feliz que se chamava Aethiopios.

Eram amados pelos deuses que costumavam visita-lso e compartilhar seus banquetes.

Ao oeste encontrava-se o lugar o mais feliz de todos, os Campos Eliseos, onde as pessoas que tinham o favor dos deuses eram levadas para viver para sempre sem nunca morrer.

Acreditava-se que a Aurora, o Sol e a Lua levantavam por dentro do oceano do lado oriental da terra e avancavam no ar iluminando tudo.

As Estrelas tambem levantavam do Oceano e se punham nele.

Quando o deus sol HELIOS se punha no Oceano, a noite, ele entrava num barco alado que o levava de novo ao seu lugar ao leste por onde devia levantar-se de novo na manha seguinte.

Os deuses viviam em estado de beatitude em sua grandiosa residencia no Monte Olimpo.

Um portao de nuvens, que guardavam deusas chamadas HORAS ou ÉPOCAS, abria para permitir a passagem de ida e de volta dos deuses na terra.

Os deuses dispunham de residencias separadas, mas seu ponto de encontro era o grande palacio de ZEUS, o rei dos deuses.

Em seu grande palácio, eles festejavam todos os dias, comendo ambrosia e bebendo nectar, servidos pela graciosa HEBE, deusa da juventude e, mais tarde, por GANIMEDES.

Conversavam sobre assuntos do ceu e da terra e, enquanto bebiam o nectar que Hebe servia, APOLO tocava sua lira e as MUSAS cantavam.

Quando caia o sol, os deuses recolhiam-se para a noite.

Havia doze grandes deuses, incluindo Zeus, e muitos outros menores.

Os nomes dos deuses e das deusas que relacionamos a seguir aparecem em sua forma original em grego.

Mas, os romanos tambem adoraram muitos deles.

(Clonclusão de pesquisas retiradas da Internet)

Segue abaixo no próximo post os

*DOZE DEUSES OLÍMPICOS DA MITOLOGIA GREGA*

 

 



- Postado por: Wal Ricardo às 17h42
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Deuses da Mitologia Grega

Deuses Olímpicos

Afrodite 

 

Afrodite (em grego, Αφροδίτη) era a deusa grega da beleza.
Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas.
Foi identificada como Vênus pelos romanos.

Apolo

 

Apolo (em grego, Ἀπόλλων — Apóllōn ou Ἀπέλλων — Apellōn)
Era um deus filho de Zeus (Júpiter) e Leto, e irmão gémeo da deusa Ártemis, da caça.

Ares

Ares era o deus grego da guerra.
Correspondia a Marte em Roma.
Filho de Zeus e de Hera, simbolizava a agressividade inerente ao espírito guerreiro.

Artemis

Artemis na Grécia, Ártemis (em grego Άρτεμις)
Era uma deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça.
Durante os períodos Arcaico e Clássico, era considerada filha de Zeus e de Leto,
irmã gêmea de Apolo; mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia.

Atena

Atena (em grego, Αθηνά) é a deusa grega da sabedoria, do ofício, da inteligência e da guerra justa.
Há também quem grafe o seu nome como Palas Atená.
Freqüentemente é associada a um escudo de guerra, à coruja da sabedoria ou à oliveira.

Deméter

Deméter ou Demetra (em grego Δημήτηρ, "deusa mãe" ou talvez "mãe da distribuição")
é o nome de Ceres na mitologia romana.

Dionísio

Dioniso, Diónisos ou Dionísio (do grego Διώνυσος ou Διόνυσος)
era o deus grego equivalente ao deus romano Baco, das festas, do vinho, do lazer e do prazer.
Filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho de uma mortal.

Éolo

Éolo era o deus dos ventos na mitologia grega, sendo o senhor dos outros deuses do vento
(Bóreas, Nótus, Eurus e Zéfiro).
Era Filho de Poseidon, e vivia na ilha flutuante de Eólia com seus seis filhos e suas seis filhas.

Eros

Eros (Cupido, no panteão romano) era o deus grego do amor.
Hesíodo, na sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial.

Hades

Hades, (Ἄιδη em grego), filho de Crono e de Réia, irmão de Zeus e Poseidon (Posídon),
era um deus de poucas palavras e seu nome inspirava tanto medo que as pessoas
procuravam não pronunciá-lo.

Hefesto

Hefesto, filho de Hera e Zeus (chamado de Vulcano na Mitologia Romana)
era o deus grego do fogo, dos metais e da metalurgia.
Era conhecido como o ferreiro divino.

Hera

Hera era a deusa grega equivalente a Juno, no panteão romano.
Deusa do casamento, irmã e esposa de Zeus.
Retratada como ciumenta e agressiva, odiava e perseguia as amantes de Zeus
e os filhos de tais relacionamentos, tanto que tentou matar Hércules quando este era apenas um bebê.

Hermes

Hermes, mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses,
(daí o termo hermenêutica) era um deus grego correspondente ao Mercúrio romano.

 Héstia

Héstia (ou Vesta, na mitologia romana)
é a deusa grega dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira.

Posídon

Na mitologia grega, Posídon (em grego antigo Ποσειδῶν)
assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos
como Neptuno e pelos etruscos por Nethuns.
Também era conhecido como o deus dos terremotos e dos cavalos.

Zeus

 Zeus era senhor do céu e deus grego supremo.
Zeus sempre foi considerado um deus do tempo, com raios, trovões,
chuvas e tempestades atribuídas a ele.
Mais tarde, ele foi associado à justiça e à lei.

 

 Wä£ ®¡¢ä®ðö

Conteúdos de pesquisas retirados da internet.

 

(click na imagem para entrar no meu novo blog)

FILOSOFIA CRISTÃ E CRISTIANISMO



- Postado por: Wal Ricardo às 15h39
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A influencia das Deusas Gregorianas para as Mulheres  

"Sua Vida e Seus Desejos"

(Imagem de Zeus & Hera)

As "deusas" eram caracterizadas como um tipo complexo de personalidade feminina que reconheciam intuitivamente nas mulheres gregorianas, e também nas imagens e ícones que estavam a volta daquela cultura.
Pude notar que hoje segundo a teoria junquiana, as deusas são arquétipos, fontes derradeiras de padrões emocionais que fluem de nossos pensamentos, sentimentos, instintos e comportamentos, caracterizados e tipificados como puramente "femininos".
Tudo que realizamos e gostamos, toda a paixão, desejo e sexualidade, tudo que nos impele à coesão social e à proximidade humana, assim como todos os impulsos, tipo absorver, reproduzir e destruir, são associados ao arquétipo universal feminino.

(Imagem de Venus e Marte)

Tais conceitos nos foram deixados como herança pelos gregos e todas as culturas antigas, que percebiam estas energias não como abstrações destituídas de alma, mas sim como forças espiritualmente vitais.
Quando tais forças se manifestavam num certo comportamento ou experiência, o denominavam de "compulsão de deuses e deusas".
Quando o amor e a paixão aflorava auxiliado pela convulsão hormonal, os antigos se reportavam a história da bela Afrodite que transtornava o estado de espírito, o sono, os sonhos e a sanidade mental do apaixonado.

(Afrodite, Pã e Eros)

Na Grécia, as mulheres percebiam que uma vocação ou profissão as colocava sob o domínio de uma determinada deusa a elas veneravam. No íntimo das mulheres contemporâneas as deusas existem como arquétipos e podem cobrar seus direitos e reivindicar domínio sobre suas súditas. Mesmo sem saber  a qual deusa está submissa, a mulher ainda assim deve dar sua submissão a um arquétipo determinado por uma época de sua vida ou por toda a existência. Jung chama o arquétipo das deusas de "Transformadoras", porque tendem a surgir em momentos de mudança em nossa vida, como na adolescência, casamento, morte de um ente querido, modificando totalmente nossos sentimentos, percepções e comportamentos.

Uma vez que a mulher se torne consciente das forças que a influenciam, adquire total poder sobre este conhecimento.

As deusas embora invisíveis, são poderosas e modelam e influenciavam no comportamento e emoções.
Quanto mais uma mulher souber sobre suas deusas dominantes, mais centrada ela se tornará, tendo o perfeito domínio sobre seus instintos, habilidades e possibilidades de encontrar um significado especial através das escolhas que fará.

(Eco e Narciso)

Os padrões de deusa também afetam o relacionamento com os homens.
Diga-me qual homem que escolhestes que te direi as deusas que moram dentro de ti.
Realmente esta escolha ajuda e elucidar afinidades e dificuldades pelas quais passa a mulher que o escolheu.
Temos que ter em mente que, toda mulher tem dons concedidos pelas deusas, mas ela deve aprender a descobri-los e aceitá-los com gratidão. Mas toda mulher também tem deficiências concedidas pelas deusas que deve reconhecer e superar para que possa trilhar o caminho do auto-conhecimento e realização.
Os homens também são influenciados pelas várias deusas, pois estas certamente espelham as energias femininas na psique masculina, embora, via de regra, os homens vivenciam-nas como exteriores a si próprios, ou seja, através das mulheres pelas quais são atraídos ou pelas quais se sentem fortemente provocados.
Descomplicando, os homens vivenciam as deusas projetando-as nas mulheres de sua vida e nas imagens específicas da mídia que lhes causem deleite ou aversão.

(Ariadne)

Uma melhor compreensão sobre as deusas, fará com que este mesmo homem compreenda o porque de sua atração por certas mulheres e o fracasso com outras, permitindo então, que ele comece a fazer as escolhas certas.
Muito embora as culturas guerreiras tenham dominado vasto período do história, o culto à Deusa Mãe sobreviveu e floresceu até a época dos romanos.

Esta Grande Deusa era venerada como progenitora e destruidora da vida, responsável pela fertilidade e destrutibilidade da natureza.

E, ainda hoje, Ela é percebida como um arquétipo no inconsciente coletivo.
As deusas diferem uma da outra.

Cada uma delas têm traços positivos e outros negativos.
Seus mitos mostram o que é importante para elas e expressam por metáfora o que uma mulher que se assemelha a elas deve fazer.
Todas estão presentes no interior de cada mulher.
Quando diversas deusas disputam o domínio sobre a psique de uma mulher, esta precisa decidir que aspecto de si própria expressar e quando expressá-lo.
Felizmente o triunfo dos tempos modernos tornou-se o triunfo do cristianismo e de um Deus Pai Único e Supremo.

Os cultos à Grande Deusa Mãe foi se tornando disperso, suprimido e distorcido.
A maioria das civilizações atuais, tornaram-se filhas de uma família divorciada.

Agora vivem apenas o Pai e estão proibidas de mencionar o nome da Mãe ou de qualquer lembrança sutil daquelas épocas alegres e amorosas em que se vivia em seus braços e na segurança de seu caloroso colo.
Tendo apenas o Pai para nos orientar, nós, a despeito de seu amor, tornamo-nos endurecidos, implacavelmente heróicos e severamente puritanos ao tentar esquecer a segurança perdida e a confiança sensual na terra que outrora a Mãe nos proporcionava.
Nos quatros cantos do mundo, porém mais proeminente nos países ocidentais, estamos testemunhando um discreto redespertar do feminino, uma sublevação profunda no âmago da consciência das mulheres.
Muitos homens temem e contestam este processo, outros entretanto sentem-se desafiados e estimulados.

Observadores mais radicais denominaram este movimento como o "Retorno da Deusa", porque ele parece sugerir a própria antítese da sociedade patriarcal.
É urgente que compreendamos a natureza e a condição dos arquétipos femininos que estão despontando do inconsciente coletivo da nossa cultura.

(Mulheres Gregas)

Os sonhos e as experiências interiores de homens e mulheres, temas tratados por romancistas e pela mídia do mundo inteiro, ressaltam  imagens ao mesmo tempo antigas (mitológicas), mas radicalmente novas do feminino que vão chegando à consciência.
Estas formas estão fermentando dentro de nós, sendo capazes de transformar os modos mais fundamentais de pensarmos sobre nós mesmos. Essas poderosas forças interiores e as imagens e mudanças que provocam são denominadas "DEUSAS".

Post atendendo a solicitação do blog  "Noites Sem Fim II"

Com Muito Carinho!

 

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- Postado por: Wal Ricardo às 19h46
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Mitologia e Religião GREGA Para Iniciantes

Mitologia é um conjunto de narrativas maravilhosas com personagens sobre humanos, já a  religião é um sistema de crenças, geralmente míticas, e rituais através dos quais se procura estabelecer um relacionamento com as divindades. Os rituais se caracterizam pela combinação de gestos, palavras e atitudes repetidas em determinadas circunstâncias.

Mitologia

Para os gregos, todas as coisas aparentemente inexplicáveis eram sobrenaturais e decorrentes da ação de divindades que ninguém era capaz de ver ou, então, obra de heróis do passado. Deuses e deusas comportavam-se como seres humanos: amavam, odiavam, comiam, bebiam, tinham filhos, etc. Eram, porém, imortais, poderosíssimos e muito, muito suscetíveis. Uma simples palavra errada, uma homenagem não efetuada, e a ira divina caía com todo o peso sobre os pobres mortais...

Os deuses mais importantes eram doze e viviam no Olimpo, um monte elevado e constantemente nevado localizado no extremo norte da Grécia.

Eram eles: Zeus, senhor do raio e pai dos deuses e dos homens;
Hera, a protetora do casamento;
Deméter, a deusa da agricultura;
Posídon, o senhor dos mares;
Afrodite, deusa do amor sensual;
Atena, deusa da sabedoria;
Ares, deus da guerra;
Apolo, deus da adivinhação, da música e da medicina;
Ártemis, deusa da caça e protetora da vida selvagem;
Hefesto, deus do fogo e dos metais;
Hermes, condutor da alma dos mortos e mensageiro dos deuses;
Dioniso, deus do vinho e da embriaguez.

Os heróis ou semideuses eram filhos de um deus e de uma mortal ou vice-versa e, embora mortais, eram capazes de façanhas sobre humanas, como por exemplo derrotar certo número de monstros maléficos que haviam ameaçado a humanidade em tempos remotos. O mais popular de todos foi Héracles, que realizou os famosos e perigosíssimos "Doze Trabalhos" para expiar um crime involuntário.

É preciso mencionar também que, em meio às histórias de deuses e heróis, havia muitas narrativas fabulosas e relatos de aventuras maravilhosas, como a Odisséia e a viagem dos Argonautas, e epopéias guerreiras como a Guerra de Tróia.

Não faltavam, assim como em outras tradições míticas, animais fabulosos como a Esfinge, que tinha corpo de leão, cabeça de mulher e devorava quem não decifrava seus enigmas; os centauros, metade homem, metade cavalo; cães de três cabeças, serpentes gigantescas e muitos outros. As sereias, a propósito, embora imaginadas durante a Idade Média com corpo de mulher e cauda de peixe, são de origem grega e na realidade tinham corpo de ave e busto de mulher.

Religião

A religião grega, publicamente, era centrada no culto aos deuses do Olimpo em templos comunitários e altares e aos heróis, geralmente em suas tumbas. Privadamente, cultuava-se os deuses em altares domésticos e também os mortos; participava-se, ainda, dos assim chamados cultos de mistérios.

Pensava-se que os deuses interferiam diretamente nos assuntos humanos e que era necessário aplacá-los através de sacrifícios. A Asclépio, deus da Medicina, por exemplo, era costume sacrificar um galo. Os sacerdotes que auxiliavam os fiéis em suas preces e sacrifícios não constituíam o que hoje chamaríamos de "clero": considerados servos do deus, administravam seus templos e santuários, e na comunidade eram tratados como simples cidadãos.

Era possível, ocasionalmente, conhecer os desígnios dos deuses através da arte divinatória. Os adivinhos interpretavam as mensagens divinas contidas no vôo das aves, no aspecto das entranhas dos animais sacrificados e nos sonhos. Havia também os oráculos, locais sagrados em que um determinad